Segunda-feira 01 de Março, 2021
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“A cultura somos nós próprios, a cultura é o homem em si mesmo, a cultura é a consciência que temos, que cada um de nós tem, do mundo que o rodeia, é a maneira como, digamos, guardamos dele sinais que podem ser transmitidos de seguida a outras gerações. (...) É ao mesmo tempo uma criação, uma reflexão sobre essa criação.” Eduardo Lourenço (2016)
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Grupos

As Fiandeiras do Soajo
ARCOS DE VALDEVEZ


Apresentação
Desde 2013, motivada por eventos públicos e comemorações institucionais despojados de música ou cantares tradicionais, que comecei a reunir mulheres para que dessem essa nota mais festiva e original cantando uma ou duas cantigas mais emblemáticas. As primeiras apresentações foram a abertura das comemorações dos 500 Anos do Foral de Soajo e uma teatralização no âmbito dessas comemorações. Após estas atuações de um grupo de mulheres mais reduzido, e após contacto do Tiago Pereira da “Música Portuguesa a Gostar Dela Própria” foram efetuadas algumas gravações a Soajo onde os cantares eram também mais espontâneos, onde, à semelhança do que faziam no dia a dia. a preocupação era, essencialmente, encontrar os 'estilos' (os ritmos), para não se enganarem em cada uma das cantigas. De resto, fluía consoante a inspiração.  Paralelamente, procuramos recriar os antigos fiadeiros, na Casa do Povo, abertos a todos os que quisessem participar.
Depois desta fase mais 'experimental', que foi contribuindo para a recolha de quadras, de 'estilos' (ritmos) de cantigas, de vozes e de interesses, surgiu um convite do Tiago Pereira, para encerrarmos o programa 'ciclo Portugal em vias de extinção' que decorreu no teatro D. Maria II, a 17 de Março de 2018. Ora, esse convite, que surgiu em Outubro, obrigou a que se definisse um grupo. O que aconteceu de forma natural, convidaram-se algumas pessoas e as que aceitaram são as que ainda hoje integram o grupo. 

Apesar de ser bastante comum o uso da concertina pelos grupos que se vão formando, sempre se privilegiaram as vozes sem qualquer instrumento associado, porque era essa a memória que tinha de criança quando ouvia as mulheres a cantar na lavoura, durante os trabalhos, nos serões, nas tardes de verão sentadas à porta de suas casas... Ora em tons mais baixos, quando os cantares eram em casa ou locais fechados, ora em tons mais altos, nos cantares que aconteciam a céu aberto, durante os trabalhos. Pelo que, foi natural optar por formar um grupo só de vozes e com alguma teatralização (fiadeiro). Bastando para o efeito, ter os diferentes tipos de vozes - as que 'cantam por cima', por exemplo, que são as que atingem as notas mais altas, entrando, normalmente, depois das outras. Ou as que fazem os solos, que tendem a ser vozes mais baixas e limpas, que servem de base às outras durante o canto. 
A partir daí foi um trabalho conjunto de organização, estruturação e definição do material que havia, muito do qual tinha sido recolhido nos últimos anos, outro foi reaprendido com as reuniões que fomos tendo, muito graças ao contributo da Tia Ana - o elemento mais velho do grupo, com 92 anos. 
Ao fim de algumas semanas, com muitos ajustes pelo meio, conseguimos ter cerca um leque considerável de cantigas completas. A parti daí, o grupo começou a ensaiar com regularidade. 
Nota sobre fiadeiro:
Os fiadeiros, à semelhança de outros trabalhos como as debulhadas das espigas, eram feitos nas casas, à noite. Servia para juntar as mulheres, amigas, familiares à volta do trabalho da lã, entre conversas e confidências femininas. Quando se aproximava a hora de terminar, os homens apareciam e ficavam à porta da casa onde se realizava o Fiadeiro. Acompanhados por uma concertina, cantavam para as mulheres, a pedir para entrar. E só depois de obterem resposta delas é que entravam. Depois disso, dançavam e cantavam. O tom dos cantares do fiadeiro é mais baixo. Enquanto se fiava, muitos carpiavam a lã e outras faziam meias ou outras peças.
Sandra Barreira

Música(s)

Cantigas do “fiadeiro”

Sarão

1. Estou à porta do sarão
C’um pé dentro outro fora
Se é cedo mandai-me entrar
Se é tarde mandai-me embora

2. Entrai olhinhos, entrai
Por este sarão adentro
Reparai olhai se vides
Quem trazeis no pensamento

3. Fiadeiras que fiais
O linho à minha sogra
Fiai-o bem fiadinho
Que vai passar vila nova

4. Quem me dera ser o linho
Que vós na roca fiais
Quem me dera tantos beijos
Como vós no linho dais

5. Estou à porta do sarão
Com um feichinho de lenha
Estou à espera de uma fala
Que da vossa boca venha


Birolé

1. Tenho dentro do meu peito birolé olé
Dois moinhos a moer birolé olé olé olé

2.Um anda outro desanda birolé olé
Assim é o bem querer birolé olé olé olé


3. Tenho dentro do meu peito birolé olé
Duas espinhinhas de peixe birolé olé olé olé

4. Uma diz-me que te ame birolé olé
Outra diz-me que te deixe birolé olé olé olé

5. Tenho dentro do meu peito birolé olé
Uma laranja partida birolé olé olé olé

6. Para dar ao meu amor birolé olé
Q’anda de beiça caída birolé olé olé olé

7. Tenho dentro do meu peito birolé olé
Um copinho de água ardente birolé olé olé olé

8. Para dar à minha sogra birolé olé
Que está na cama doente birolé olé olé olé


Linda Morena

Meu Amor anda-me ver, linda morena
A Soajo que é tão lindo, linda morena, morena linda ó ai
Um dia cada semana, linda morena
Uma vez cada domingo, linda morena, morena linda ó ai

Ó meu amor não me deixes, linda morena
Que eu sem ti não sei viver, linda morena, morena linda ó ai
As cartas não valem nada, linda morena
Para mim que não sei ler, linda morena, morena linda, ó ai

Ó meu amor não me mates, linda morena
Deixa-me que eu morrerei, linda morena, morena linda ó ai
Só me quero confessar, linda morena
D’uma fala que te dei, linda morena, morena linda ó ai


Ó meu amor se tu fores, linda morena
Leva-me podendo ser, linda morena, morena linda ó ai
Eu quero ir acabar, linda morena
Onde tu fores morrer, linda morena, morena linda ó ai

Ficha técnica da gravação
Coordenação:
Sónia Barreira
Elementos:
Ana Domingues Gomes, Custódia Gonçalves, Emília Neto, Fátima Enes, Maria de Fátima Fernandes, Maria Gomes Moreira, Maria Luísa Sousa Gomes, Maria Carvalho, Deolinda Fidalgo, Teresa Cerqueira, Teresa Fernandes e Rosa Alves.
Local de Gravação:
Casa do Povo de Soajo
Data da Gravação:
2 de Junho de 2019



Grupo Coral de Argela
CAMINHA
Apresentação
A atividade do grupo resume-se essencialmente à amenização das cerimónias religiosas que decorrem ao longo do ano na paróquia de Santa Marinha de Argela. O recurso à polifonia tradicional faz-se mais no sentido de não permitir que as mesmas se percam no esquecimento. Assim, A Canção ao Menino é cantada aquando da época natalícia (desde o dia de Natal até ao dia de Reis). A canção de São João, como outras que se foram perdendo ao longo dos anos, era de caracter mais festivo e aleatório, não tendo uma data fixa ou comemoração a ela associada. De notar que todas as polifonias recolhidas em Argela têm carácter religioso em ambiente secular.
Paulo Rodrigues




Música(s)

Canção ao Menino

1. Vinde meu rico menino
Vinde não Vos detenhais
Minh’alma por Vós suspira
Já não pode esperar mais.

2. Em plena noite gelada
Nasceu Infante Jesus
Numa gruta abandonada
Sem lar, sem fogo e sem luz.

3. Ó Infante suavíssimo
Ó meu amado Jesus
Vinde alumiar minh’alma
Vinde dar ao Mundo a luz.

4. Do varão nasceu a vara
Da vara nasceu a flor
Da flor nasceu Maria
De Maria o Redentor.

5. Pastorinhos do deserto
Correi todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.

6. Entrai pastores entrai
Por esses portões a dentro
Adorar o Deus Menino
E Seu Santo nascimento.

7. Partiram os três Reis Magos
Da parte do Oriente
Ofereceram ouro, incenso e mirra
A Deus omnipotente.

S. João

I. São João p’ra ver as moças
Fez uma fonte de prata

Refrão:
Viva olé, olé, olé.

II. As moças não vão à fonte
São João todo se mata

III. São João era bom santo
Se não fosse tão gaiato

IV. Ia co’as moças à fonte
Levava duas e trazia quatro

V. São João adormeceu
Nas escadinhas do coro

VI. As freiras deram com ele
Depenicaram-no todo

VII. São Pedro era careca
Pediu ao Senhor cabelo

VIII. O Senhor lhe respondeu:
“P’ra que queres cabelo Pedro?”

Ficha técnica da gravação
Elementos:
Paulo Rodrigues; Graça Gomes; Maria dos Prazeres Pereira; Diana Fernandes; Clarisse Simões; Sandra das Dores; Susana Fernandes e Filipa Azevedo
Dinamização:
Paulo Rodrigues
Local de Gravação:
Igreja Paroquial de Santa Minha de Argela
Data da Gravação:
23 de Março de 2019



Grupo Coral de Parada do Monte
MELGAÇO


Apresentação

--Em atualização--







Música(s)

A Condessa

A. Ó Condessa, Condessinha,
Condessa de Aragão
Venho-te pedir a filha,
Das mais lindas que elas são.

B. Não te dou a minha filha
Nem por ouro nem por prata
Nem por sangue de lagarta,
Que me custou a criá-la.

A. Oh! Que tão contente eu vinha
Tão triste me vim achar.
Pedir a filha à Condessa
Condessa não ma quis dar.

B. Volta atrás, ó cavalheiro
Por seres homem de bem.
Eu te darei minha filha
Se tu ma tratares bem.

A. Estimo-ta bem, como bem,
Sentada numa almofada
Enfiando contas dóiro –
Salta pra cá minha amada.

Nota interpretativa: O “A” e “B” correspondem a personagem de uma história: o pretendente e a mãe da sua amada. O pretendente interpretado pelos Tenores e Baixos e a mãe da amada pelos Sopranos e Contraltos. Para enfatizar esta relação, a primeira vez que se canta o “A” os Sopranos e Contraltos acompanham com o vocábulo “Uh”, e na repetição dessa mesma parte cantam com o texto. Na parte “B” os Tenores e Baixos cantam em “Uh” a primeira vez e com o texto na respetiva repetição. Deve ter-se em atenção a dinâmica, diferenciando o acompanhamento das melodias principais.

Boa Velha

A. La la la la la...

B. Meus meninos e meninas,
Vós não vistes meus amores?

C. Ó velha, ó boa velha
Na feira dos mercadores

B. Meus meninos e meninas,
Vós que lhe vistes mercar?

C. Ó velha, ó boa velha,
Uma faca e um punhal!

A. La la la la la...

B. Meus meninos e meninas,
Vós a quem lha vistes dar?

C. Ó velha, ó boa velha
Diz qu’era p´ra te matar.

B. À sombra do laranjal,
Me deixareis descansar.

C. Ó velha, ó boa velha,
Já te podes levantar.

A. La la la la la...

B. Meus meninos e meninas,
A quem me hei-de abraçar?

C. Ó velha, ó boa velha
A quem a ti te agradar.

D. Um abraço não é nada, dois a conta certa,
Ora achega, achega, ora aperta, aperta.
Ora aperta, aperta, mas bem apertado,
Na felor da rosa, Na raiz do cravo.

Ficha técnica da gravação
Elementos:
Sopranos
Paula Alexandra Esteves Afonso, Armanda Leopoldina Domingues, Sandra Daniela Pires Esteves, Rosa Fernanda Esteves, Emília dos Anjos Domingues, Leonor Esteves e Maria da Ascenção Pereira
Contraltos
Laura Esteves Afonso, Rosa Afonso, Rosa da Luz Esteves Afonso, Mariana Esteves Afonso, Arminda Domingues e Maria Armanda Pires
Tenores
Eduardo Afonso, Carlos Braz Afonso e Luís Miguel da Silva
Baixos
Joel Esteves
Direção musical:
Joel Esteves
Local de Gravação:
Salão Paroquial de Parada do Monte
Data da Gravação:
16 de Fevereiro de 2020


Grupo folclórico Lavradeiras de S. Pedro de Merufe
MONÇÃO

Apresentação
Das rurais e típicas características dos seus habitantes, do grande bairrismo dos seus habitantes, da profundidade, riqueza e divulgação do seu vasto e valioso património, quer edificado, quer natural, quer cultural, nasceu o ex-libris da terra, verdadeiro embaixador da sua cultura – O grupo Folclórico das Lavradeiras De São Pedro de Merufe. Desde da sua criação, em 1972, aquando do cortejo etnográfico em Monção, ininterruptamente, o grupo tem sido um grande dinamizador dos acontecimentos culturais do concelho, salientando-se a organização anual do seu festival Internacional de Folclore. Não deixa de constituir valor acrescentado para a sua grandeza, o “Cenário” , monumental e pomposo que o secular Mosteiro e a magnífica sede da junta conferem ao acontecimento. O Grupo das lavradeiras de Merufe é membro efectivo da federação de folclore Português, sendo seu sócio fundador, tendo sido galardoado pela Câmara Municipal com a medalha de mérito Cultural. As cantigas a capella foram recolhidas aquando da fundação do grupo (1972), junto de idosos da freguesia com idade entre os 65 e 80 anos. O grupo é composto por cerca de 40 elementos, sendo 80% residentes na freguesia de Merufe e com idade inferior a 40 anos.
Elisa Alves

Música(s)

Ó Luar da meia noite

1. Ó luar da meia noite
Alumeia cá pra baixo
Eu perdi o meu amor
Às escuras não o acho
Olaiolarilolela

2. Ó luar da meia noite
Não sejas meu inimigo
Estou à porta do amor
Não posso entrar contigo
Olaiolariololela

3. Ó lua vai-te deitar
Ao quarto do meu amado
Dá-lhe um beijinho por mim
Se ele estiver acordado
Olaiolarilolela

4. Dá-me uma pinguinha d´agua
Nem que seja da janela
Dá-me pela tua boca
Que eu não tenho nojo dela
Olaiolarilolela

Ficha técnica da gravação
Coordenação:

Elisa Alves
Elementos:
Elementos do Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe
Local de Gravação:
Salão museu da sede da Junta de freguesia de Merufe
Data da Gravação:
20 de Outubro de 2019



Coro da Universidade Sénior de Paredes de Coura
PAREDES DE COURA

Apresentação
Em novembro de 2016, a convite da Escola Profissional do Alto Minho Interior - EPRAMI, na pessoa da Dr. Alexandra Marinheiro, foi endereçado o convite ao Sr. Sérgio Manuel da Gama Nogueira de fundar e dinamizar um Grupo de Cantares Tradicionais para alargar a oferta formativa da Universidade Sénior de Paredes de Coura. A resposta ao repto foi aceite, tendo sido de imediato estabelecidos alguns
contactos e abertas as inscrições a elementos com idades compreendidas entre os 60 e 90 anos. Os encontros iniciaram-se nesse mesmo mês, com 12 elementos e o entusiasmo dos elementos foi tal, que o Coro da Universidade Sénior de Paredes de Coura tem vindo sempre a aumentar o número dos seus participantes efetivos, 34 atualmente, sendo por vezes convidados alguns instrumentistas para os acompanhar nas apresentações públicas.
O repertório foi sendo engrandecido com recurso ao Cancioneiro Popular Português e sugestões dos elementos, sem nunca esquecer as quadras festivas tradicionais como o Natal, as Janeiras, o S. João, o S. Martinho e outras. Inicialmente procurou trabalhar-se o material em uníssono, com as polifonias tradicionais a surgirem ensaio após em ensaio.
Sérgio Nogueira

Música(s)

O Linho


Elas:
1. O linho vai acabando
Na derradeira manada
Rapazes do riba d’oiro
Vinde dar a camisada

Vinde dar a camisada
Vinde dar a camisada
O linho vai acabando
Na derradeira manada

Refrão:
Ó linho, ó linho
Que lindo destino tens para nos dar
Amor e caminho, belezas do Minho
Toalhas de altar.

Eles:
2. Quem me dera ser o linho
Que vós na roca fiais
Quem me dera tantos beijos
Como vós ao linho dais

Como vós ao linho dais
Como vós ao linho dais
Quem me dera ser o linho
Que vós na roca fiais

Refrão

Elas:
3. Este linho é mourisco
E a fita dele namora
Quem daqui não tem amores
Pega o chapéu vá-se embora

Pega o chapéu vá-se embora
Pega o chapéu vá-se embora
Este linho é mourisco
E a fita dele namora

Refrão

Eles:
4. Mondareiras lá de baixo
Mondai o meu linho bem
Não olheis para o portelo
Que a merenda logo vem

Que a merenda logo vem
Que a merenda logo vem
Mondareiras lá de baixo
Mondai o meu linho bem

Refrão

Nota: na segunda parte da canção há uma apropriação da letra de uma canção popular, intitulada “Este linho é mourisco”, recolhida por Gonçalo Sampaio (1890-1925), in “Cancioneiro Popular Português”, de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, Lisboa: Círculo de Leitores, 1981 – p. 139.


Sapateiro Mandrião

Vai trabalhar, sapateiro mandrião,
Vai trabalhar.
[ Ganhar dinheiro, sapateiro mandrião,
P’ra mulher gastar.] (2x)

Não há, não há, ai ai ai
Nem pode haver, ai ai ai
Tanto dinheiro pr’aquela mulher manter (2x)

Vai trabalhar, sapateiro mandrião,
Vai pr’a burralha.
[ Ganhar dinheiro, sapateiro mandrião,
P’ra tua canhalha.] (2x)

Não há, não há, ai ai ai
Nem pode haver, ai ai ai
Tantos filhinhos pr’aquela mulher manter (2x)

Vai trabalhar, sapateiro mandrião,
Vai pró minério.
[ Ganhar dinheiro, sapateiro mandrião,
Que o caso está sério.] (2x)

Não há, não há, ai ai ai
Nem pode haver, ai ai ai
Tanto dinheiro pr’aquela mulher manter (2x)

Ficha técnica da gravação
Elementos:
Sérgio Nogueira, Fortunato Barbosa, António Oliveira, Francisco Sousa, Manuel Humberto, José Pereira, José Silva, Júlio Montenegro, Manuel Barbosa, Manuel Braga, Manuel Pádua, Olímpio Caldas, Adília Castro, Alice Cunha, Almira Barbosa, Ana Mendes, Armanda Almeida, Augusta Oliveira, Conceição Pereira, Conceição Alves, Felisbela Cunha, Fernanda Ribas, Madalena Silva, Manuela Silva, Maria Costa, Maria José, Maria da Luz, Maria Rosa, Rosa Ramos e Prazeres Nogueira

Dinamizador:
Sérgio Nogueira
Local de Gravação:
Museu Regional de Paredes de Coura
Data da Gravação:
6 de Abril de 2019



Cantadeiras de Bravães
PONTE DA BARCA

Apresentação
--Em atualização--
















Música(s)

De onde vens ó mariquinhas?

D'onde vens ó mariquinhas
Toda cheia de chieira?
Venho da ribeira nova
Vestida à lavradeira

D’onde vens ó mariquinha
Toda cheia de calor?
Venho da ribeira nova
De falar ao meu amor.

De falar ao meu amor
De falar a quem eu queria
Venho da ribeira nova
E vou para a romaria

D'onde vens ó mariquinhas
Tu vens da ribeira nova
Estou a chegar de Bravães
Vestida à nossa moda.


Rosa Maria

1. Antigamente eu ouvir
Alegremente a cantar
Ouvia a Rosa Maria
À minha porta a passar

Refrão:
Rosa Maria tão linda assim
Ai quem me dera prender-te a mim

Rosa Maria botão em flor
Ai quem me dera ser o teu amor (2x)

2. Minha mãe chama-se Rosa
Sou filha de uma roseira
Nunca pensei de ser filha
De uma mãe que tão bem cheira
Refrão
3. Rosa que estás na roseira
Deixa-te estar em botão
Deixa-te estar fechadinha
Que lá te procurarão
Refrão

4. O meu amor é tão lindo
Jesus quem me agrada tanto?
Hei de por um pé em Roma
Pedi-lo ao padre Santo
Refrão


Ficha técnica da gravação
Elementos:
Maria José Cardoso; Fátima Carneiro; Maria José Rodrigues; Maria do Carmo Cunha; Rosa Moreira; Maria de Lurdes Gomes; Maria do Carmo Veloso; Maria do; Céu Araújo; Maria Celeste Silva; Sandra Barros; Virgínia Gomes; Casimira Abreu; Fernanda Silva e Lúcia Cardoso.
Local de Gravação:
Igreja de São Salvador - Mosteiro de Bravães
Data da Gravação:
15 de Setembro de 2019


Orfeão Limiano
PONTE DE LIMA

Apresentação
O Orfeão Limiano, uma das valências do Instituto Limiano-Museu dos Terceiros (ao lado da arqueologia, da arte sacra e do ensino da música instrumental religiosa), foi fundado em 1979, por orientação do então Cónego Carlos Martins Pinheiro, e fez a sua estreia em 19 de maio do mesmo ano no Teatro Diogo Bernardes, na vila de Ponte de Lima, sob a batuta do Cónego Doutor António de Oliveira Fernandes, Diretor Artístico do Orfeão desde a sua fundação até ao ano 2009.
O Orfeão Limiano é um grupo coral composto, na atualidade, por cinco dezenas de coralistas, de várias idades, distribuídas por quatro vozes mistas.
Este orfeão tem vindo a executar, desde a sua fundação, um vasto repertório constituído por música profana e religiosa, tanto aquém como além-fronteiras. 
Depois de alguns anos de inactividade, o Orfeão Limiano, por iniciativa da Direção do Instituto Limiano-Museu dos Terceiros, foi reactivado. Para seu Diretor Artístico foi convidado o Prof. Nuno Tiago Fernandes Pereira Lima que, desde Dezembro de 2013, tem realizado um perseverante trabalho de reativação do Orfeão Limiano. 
João Maria Carvalho

Música(s)

Vira do Minho

Meninas, vamos ao vira
Ai, que o vira é coisa boa!
Eu já vi dançar o vira
Ai, às meninas de Lisboa!

Ó vira, que vira, ó vira, virou.
As voltas do vira sou eu quem as dou.
 
Meninas, vamos ao vira
Ai, que o vira é coisa linda!
Eu já vi dançar o vira
Ai, às meninas de Coimbra!
Ó vira, que vira, ó vira, virou.
As voltas do vira sou eu quem as dou.

Nota: Canção Popular Minhota (in “Cancioneiro Minhoto”, de Gonçalo Sampaio, 1940)

Ficha técnica da gravação
Elementos:

Sopranos
Lourdes Brito, Sameiro Correia, Beatriz Patrocínio, Irene Morais, Conceição Silva, Conceição Lourenço, Fernanda Costa, Prazeres Saraiva, Inês Cruz, Glória Gonçalves, Engrácia Lima, Laura Carvalheira, Rosa Lima, Alice Silva, Isabel Leite, Maria Magalhães, Joana Moreira, Generosa Ligeiro e Leonor Morais.
Altos
Judite Caldas, Sílvia Osório, Marta Viana, Fátima Leal, Rosa Pereira, Glória Vieira, Glória Gonçalves, Inês Norberto, Clotilde Barros, Fernanda Barros, Maria Pires e Francisca Martins.
Tenores
José Costa, Pe. Manuel Almeida, Bruno Martinho, Eugénio Brito, José Souto, Manuel Pereira, António Magalhães, José Saraiva e António Laranjo.
Baixos
Rui Cerqueira, Alberto Osório, Luís Grego, José Salvador, Ramiro Silva, João Venâncio, Sérgio Araújo, Lucas Brito, José Brito, José Pereira, Acácio Morais e Tiago Carvalheira.
Direção musical:
Nuno Lima
Local de Gravação:
Coro Alto - Igreja de Santo António dos Frades - Museu dos Terceiros – Ponte de Lima
Data da Gravação:
9 de Fevereiro de 2019


Quatro Ventos/Coro das Oito
PONTE DE LIMA

Apresentação
A primeira actuação pública do Grupo Quatro Ventos aconteceu a 14 de Junho de 1986 no Instituto Limiano-Museu dos Terceiros, aquando dos festejos de Sto António. O grupo gravou o seu primeiro trabalho, em cassete, em 1990, no qual, entre outros temas, se destacou, pela sua tipicidade, o Pinto de Cabaços, música que mereceu especial agrado por parte do público. Gravou mais dois trabalhos intitulados “Ecos do Campo” e “Raízes do Povo”, em 1991 e 1993, vindo a suspender a sua actividade nos finais de 1995. O Quatro Ventos voltou a sentir o sabor do palco a 22 de Julho de 2007, acedendo assim ao convite da comissão de festas de Nª Sª da Boa Morte, da freguesia da Correlhã e prosseguindo no esforço pela preservação da música tradicional, o Grupo Quatro Ventos apresentou no dia 7 de Maio de 2010 mais um trabalho discográfico, intitulado “ComTradição”, com apresentação pública deste trabalho no teatro Diogo Bernardes, com a participação especial do Coro das Oito. O Quatro Ventos celebrou no ano de 2011 as suas bodas de prata. Para assinalar a efeméride foi editado um DVD no qual é contada, em síntese, a historia de 25 anos de cantigas. Corria o ano de 2017 e o grupo viveu um dos momentos mais marcantes da sua existência. Numa parceria musical com a Banda de Musica de Ponte de Lima o Quatro Ventos apresentou-se no teatro Diogo Bernardes num espectaculo conjunto com a Banda de Musica no qual foram apresentadas algumas das cantigas do grupo com arranjos para banda filarmónica.
O Quatro ventos e o Coro das Oito caminharam sempre lado a lado, devendo-se isso ao facto de vários elementos serem comuns aos dois agrupamentos musicais, daí terem gravado em conjunto estas cantigas a capella, para o projeto Polifonias do Alto Minho, com arranjos simples de vozes. Tendo eu nascido e crescido numa casa de lavoura, procurei ser o mais fiel possível ao que ouvia na minha adolescência nas sachadas, nas sementeiras, nas cortadas de centeio ou nos trabalhos do linho. Recordo da casa dos meus pais algumas espadeladas onde as mulheres, de saiote vermelho cantavam o Sª João, a Coradinha ou Ó Tim Tim dar e dar.
Gaspar Lima

Música(s)

Ó tim tim dar e dar

1. A água do Rio Lima
ó tim tim dar e dar
Passa por baixo da ponte

Refrão:
ó tim tim dar e dar e
ó tim tim dar e dar e ó. 

2. Por causa das raparigas
ó tim tim dar e dar
Muito calçado se rompe
Refrão

3. A água do Rio Lima
ó tim tim dar e dar
Foge que desaparece
Refrão

4. Quem eu quero não me quer
ó tim tim dar e dar
Quem me quer não mo merece
Refrão

5. Adeus que me vou embora
ó tim tim dar e dar
Adeus que me embora vou
Refrão

6. Vou me embora porque eu quero
ó tim tim dar e dar
Que a mim ninguem me mandou
Refrão

Coradinha

1. Fostes dizer ao meu pai
Que eu andava coradinha

Refrão:
Ó coradinha olá, olé
Olá, olé, Ó coradinha (2x)

2. Ai os anjos do céu me levem
Ai se essa cor não era a minha
Refrão

3. Fostes dizer mal de mim
Mal de mim ao meu amor
Refrão

4. Ai eu não sou como a figueira
Que dá fruto sem flor
Refrão

Ficha técnica da gravação
Elementos:
Sopranos
Angela Cerqueira; Arminda Sousa; Engracia Lima; Francisca Pereira; Nair Lima e Nazaré Gonçalves
Contraltos
Maria Lima; Rosa Cerqueira e Teresa Lima
Tenores
Carlos Fiuza; Paulo Cerqueira e Rui Cerqueira
Baixos
Lucas Cerqueira e Gaspar Lima
Direção musical:
Gaspar Lima
Local de Gravação:
Coro Alto - Igreja de Santo António dos Frades - Museu dos Terceiros – Ponte de Lima
Data da Gravação:
12 de Maio de 2019


Cantadeiras de Vitorino de Piães
PONTE DE LIMA

Apresentação
--Em atualização--
Maria Faria


Música(s)

A silva pica

A silva pica
A rosa cheira
Viradinha ao norte meu amor
Leva a bandeira

Leva a bandeira
Leva o cordão
Viradinha ao norte meu amor
Do coração

Ficha técnica
Elementos:

Primeira
Maria Sameiro Bandeira (solista)
Maria Faria da Silva
Maria Noémia da Guia Conceição
Segunda
Maria José da Guia Conceição
Teresa da Guia Carvalho
Francelina Rocha
Maria Irene Faria da Silva
Local de Gravação:
Sede da Associação Grupo Santo André de Vitorino de Piães
Data da Gravação:
28 de Abril de 2019


Cantadeiras do Vale do Neiva
VIANA DO CASTELO

Apresentação
É formada por um grupo de 22 pessoas e fundada em Dezembro de 1982 na Vila de Punhe, concelho de Viana do Castelo
Propõe-se promover atividades de recolha pelas terras do Vale do Neiva, a sua conservação e divulgação pelos meios mais adequados, a gravação e difusão dos cantares, dos ditos e lengalengas, usos e costumes. Canta à cappella a três e a quatro vozes com particular realce para a requinta e a voz de fora, o descante ou o grito. Apresenta também alguns momentos de etnografia. O seu trabalho é apresentado da mesma forma que foi recolhido junto das gentes das Terras do Neiva.
António Bouças

Música(s)

O comboio em Viana

O comboio em biana, corre n’areia, corre n’areia
Ao romper da madrugada, cant’a sereia, cant’a sereia
Cant’a seria, torn’a cantar, Cant’a sereia, à beira mar.


O pai do ladrão

1. O pai do ladrão,
Era tamanqueiro (2x)
Fazia soquinhos
O terrim tim tim de pau d’amieiro (2x com palmas)

Refrão:
Abaixo, acima, joelho no chão (2x) (com o movimento)
Quem venceu a guerra
O terrim tim tim o pai do ladrão (2x com palmas)


2. O pai do ladrão
É muito bom home (2x)
Quando vai à missa
O terrim tim tim se há-de rezar come (2x com palmas)
Refrão

Ficha técnica da gravação
Coordenação:
António Bouças
Elementos:
Maria Lassalete Gonçalves; Josefina Fernanda Bouças; António Bouças; Maria do; Céu Dias; Maria Gorete Dias; Ilídio Rego; Josefa Castro; Francisco Castro; Engrácia Lima; Maria Benvinda Barros; Maria Isabel Miranda; Maria Fernanda Cunha; Felisberto Teixeira; Maria Ester Ferreira; Alexandre Correia; Agostinha Pereira e Rita Pereira
Local de Gravação:
Casa da Presidente Lassalete Gonçalves – Vila de Punhe
Data da Gravação:
13 de Abril de 2019



Coro Polifónico de Vila Nova de Cerveira
VILA NOVA DE CERVEIRA

Apresentação
O Coral Polifónico de Vila Nova de Cerveira, com mais de três décadas de existência, muito tem contribuído para a divulgação da música coral e para a promoção do concelho em numerosas localidades de Portugal e Espanha.
O vastíssimo repertório deste grupo, constituído por 28 vozes mistas, é composto por músicas que vão desde o erudito a habaneras; de palacianas ao pop rock; destacando-se também a música tradicional portuguesa.
Como diretores artísticos passaram pelo Coral Polifónico o professor Euclides Rodrigues; professora Lúcia Picas; professora Milagro Fandiño e, atualmente, é coordenado e dirigido pela professora Cíntia Pereira, desde Fevereiro de 2005.
Cíntia Pereira

Música(s)

Videirinha

Chora videirinha
Chora, chora, chora. (2x)

Chora videirinha
Que me vou embora. (2x)

Que me vou embora
E não torna a vir. (2x)

Chora videirinha
Por me veres partir. (2x)

Por me veres partir
Videirinha chora, chora.

Ficha técnica da gravação
Elementos:

Sopranos
Amabélia Barroso; Ana Paula Serra; Fátima Santos; Fernanda Barroso; Ilda Vilarinho; Maria de Fátima Fraga e Olímpia Barroso.
Contraltos
Ana Cunha; Dalila Malheiro; Firmina Fernandes; Hipoménia Cunha; Isabel Rodrigues; Julieta Leal e Odete Alves.
Tenores
Fernando Dantas; Manuel Carlos Barros; Manuel Costa e Manuel Malheiro.
Baixos
António Jorge Cunha; Joaquim Cunha; Joaquim Guerreiro; Jorge Cunha e Manuel Esmeriz.
Direção musical:
Cíntia Pereira
Local de Gravação:
Auditório do Fórum cultural de Cerveira
Data da Gravação:
13 de Abril de 2019


Coro Infanto-Juvenil de Vila Nova de Cerveira
VILA NOVA DE CERVEIRA

Apresentação
Criado em março de 2013, pela professora Cíntia Pereira com o intuito de fomentar o gosto pela música, sobretudo, pela música coral/vocal em crianças e jovens da comunidade cerveirense, este coro conta já com inúmeras participações e organização de eventos quer em Portugal, quer na vizinha Galiza. 
De igual destaque a participação nos programas televisivos “A Praça” e “Férias Cá Dentro”, ambos na RTP1, em julho de 2018 e em setembro de 2019, respetivamente. O seu repertório é muito vasto e eclético, fazendo parte dele música clássica; pop e rock até música tradicional portuguesa, sempre interpretado a 3/4 vozes, umas vezes a capella outras vezes com acompanhamento instrumental.
Cíntia Pereira

Música(s)

Rosa de Alexandria


Ó Rosa, ó linda rosa,
Ó rosa de Alexandria!
Eras a mais linda rosa
Que andaba na romaria. 

Ó rosa, ó linda rosa,
Ó rosa do roseiral!
Eras a mais linda rosa
Que andaba no arraial. 

Ó Rosa, ó linda rosa,
Ó rosa de linda cor!
Eras a mais linda rosa
Que lá'staba, meu amor. 

Ó Rosa, ó linda rosa,
Ó linda rosa encantada!
Tu és mais linda rosa
Por estas terras criada.

Nota: Canção Popular Minhota (in “Cancioneiro Minhoto”, de Gonçalo Sampaio, 1940)

Ficha técnica da gravação
Elementos:

Ana Passos; Flávia Marrocos; Inês Cunha; Inês Gomes; Joana Rodrigues; Lourenço Fernandes; Mariana Gonçalves; Martim Cunha e Rita Venade.
Direção musical:
Cíntia Pereira
Local de Gravação:
Auditório do Fórum cultural de Cerveira
Data da Gravação:
13 de Abril de 2019